Logo Diário do Xingu

Combate ao furto de energia: região do Xingu já registra 100 operações e 40 prisões

Furtar energia não é apenas uma prática irregular que evita o registro do consumo de energia

Em 2026, operações da Equatorial Pará em parceria com as forças de segurança identificaram várias ligações clandestinas. Em um dos casos registrados, identificado no mês de setembro, a energia furtada de um hotel seria suficiente para abastecer cerca de 20 casas populares durante um mês

Furtar energia não é apenas uma prática irregular que evita o registro do consumo de energia. É uma atividade que pode colocar vidas em risco, provocar incêndios, causar choques elétricos e ainda prejudicar o fornecimento de energia para toda uma comunidade. Na Região Transamazônica e Xingu, o combate a esse tipo de crime ganhou força em 2026: foram realizadas cerca de 100 ações em parceria entre a Equatorial Pará, a Polícia Civil e a Polícia Científica, que resultaram em aproximadamente 40 prisões em flagrante.

Um dos casos que mais chamou atenção foi identificado no mês de setembro, em um hotel do município de Altamira. Durante a ação, foi constatado que o imóvel comercial desviava energia. A quantidade de energia não registrada era suficiente para manter cerca de 20 casas populares durante um mês, o que revela o impacto que uma única ligação clandestina pode causar ao sistema elétrico e à sociedade.

“O furto de energia vai muito além do prejuízo financeiro. Uma ligação clandestina feita de forma irregular pode provocar acidentes graves, e até colocar vidas em risco. Por isso, nosso trabalho, em parceria com as forças de segurança, é fundamental para identificar essas situações e tornar a rede elétrica mais segura para todos", afirma Elden Pereira, gerente de Serviços Técnicos e Comerciais.

Além de representar prejuízos para o sistema, as ligações irregulares podem provocar sobrecarga na rede, curtos-circuitos, choques elétricos e interrupções no fornecimento. O risco não fica restrito a quem realiza o chamado “gato”.

As ações de fiscalização são realizadas a partir de levantamentos e inspeções técnicas, com o apoio das forças de segurança. Quando identificadas irregularidades que configuram crime, os responsáveis podem ser conduzidos pelas autoridades e responder legalmente pela prática.

População também pode ajudar

A Equatorial Pará orienta que a população não tente intervir na rede elétrica ou desfazer ligações clandestinas por conta própria. Ao identificar fios expostos, ligações improvisadas ou qualquer situação suspeita envolvendo a rede, é importante manter distância e comunicar a distribuidora pelos canais oficiais. As denúncias podem ser feitas no 0800-091-0196, da Equatorial Pará, e o 190, da polícia.